domingo, 3 de fevereiro de 2019

Cólicas em bebês: como identificar e dicas para aliviar o incômodo

Ela costuma aparecer a partir da segunda semana e normalmente desaparece após o terceiro ou quarto mês de vida.
Se o seu bebê está chorando muito e parece irritado sem motivo aparente, ele pode estar com cólica. O problema é comum e frequente: afeta cerca de um em cada cinco bebês e causa muita ansiedade nos pais.

A cólica costuma aparecer a partir da segunda semana de vida, é transitória e normalmente desaparece espontaneamente após o terceiro ou quarto mês de vida. O desconforto normalmente aparece no final da tarde ou durante a noite. Quando acontece, o bebê chora por um longo período de tempo, fica irritado, agitado e não consegue dormir bem.

O bebê pode chorar por várias razões, como fome, frio, calor, sono, dor, fralda molhada ou simplesmente porque quer colo. Diante de tantas possibilidades, como identificar o choro por cólica? E como tratá-la?

O que é a cólica em bebês
A cólica infantil é uma síndrome comportamental associada à irritabilidade e ao choro. Quando sente o desconforto, o bebê pode chorar ao ponto de ficar com o rosto vermelho e as perninhas encolhidas. Ele literalmente parece inconsolável e deixa os pais inconsoláveis também.

A cólica típica se manifesta como um ataque de choro forte, agudo, estridente e crescente. O bebê se estica, fica vermelho, vira a cabeça para os lados e se encolhe. Com frequência, elimina gases durante o choro, o que traz certo alívio.
Como diferenciar o choro por cólica
Quando chora por fome, basta alimentar o bebê para o choro cessar. Quando quer colo ou precisa ser trocado, ocorre o mesmo: basta aninhá-lo entre os braços ou trocar a fralda para encerrar a crise.

O choro causado pela cólica, por outro lado, parece não ter motivo ou solução aparente. O bebê com este desconforto pode chorar ininterruptamente por horas, várias vezes por semana.

Possíveis causas da cólica em bebês
A cólica em bebês ainda é um assunto obscuro dentro da medicina e não há consenso sobre suas causas. Um editorial da Sociedade Brasileira de Pediatria aponta possíveis hipóteses:

– Imaturidade fisiológica: durante o primeiro ano de vida, o bebê está se desenvolvimento e pode ser que a cólica faça parte do seu processo de maturação fisiológica.

– Excesso de gases: pode ser atribuído a uma má absorção fisiológica e transitória à lactose.

– Hormônios intestinais: a motilina, um hormônio intestinal, parece estar aumentada nos bebês que sofrem de cólica.

– Desajuste no relacionamento entre pais e bebê, o que pode causar desconforto e gerar episódios de irritabilidade.

Além destes fatores, a cólica pode estar associada ao refluxo gastroesofágico, à alergia ao leite de vaca e a uma disfunção da flora intestinal do bebê.

Como aliviar cólicas em bebês
Em primeiro lugar, tenha em mente que a cólica é um problema comum e acontece em bebês saudáveis. Portanto, não se culpe e lembre-se de que os episódios devem cessar naturalmente em alguns meses. Fique tranquilo e aconchegue seu bebê no colo.

Para aliviar cólicas, pais devem consultar o pediatra, que indicará o tratamento adequado. Certas atitudes podem ajudar durante os episódios:

– Manter o bebê em um ambiente tranquilo e relaxado.

– Colocar o bebê de bruços e posicionar sua mão na barriga da criança, com uma leve compressão para cima

– Movimentar as pernas do bebê, como se estivesse pedalando no ar, para eliminar o excesso de gases e aliviar a dor.

– Fazer uma massagem na barriguinha do bebê, no sentido horário, também pode ajudar a eliminar o excesso de gases.

– Compressas mornas na barriga podem aliviar a dor e relaxar o bebê.

Cólicas e refluxo
Quando o bebê chora muito após cada mamada, ele pode apresentar outro problema: o refluxo gastroesofágico. Além disso, caso o bebê tenha alergia ao leite de vaca, ele poderá desenvolver tanto cólicas quanto refluxo.

Se os episódios de choro estiverem muito acentuados e associados a outros sintomas, como regurgitação em excesso, perda de apetite ou perda de peso, não deixe de consultar um médico.