quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Colicas no bebês

Mesmo com tantas informações disponíveis sobre cuidados com a gravidez e com os bebês atualmente, as mães de "primeira viagem" ou até mesmo as mais experientes costumam ter um dia a dia cheio de surpresas e descobertas. Algumas trazem muita alegria e outras, angustiam.

Quem tem filho sabe que é comum em um fim de tarde ou início da noite, por exemplo, a criança apresentar inquietação nas pernas, inchaço abdominal e choro constante, que pode se estender por horas. Esses costumam ser os primeiros sinais de um problema que desperta (muita) insegurança nos pais: as temidas cólicas.

O primeiro passo é não se desesperar. Saiba que para superar a fase das cólicas é fundamental entender o que está acontecendo com seu bebê - e que as dores vão passar. Os pequenos sentem esse incômodo porque o sistema gastrointestinal ainda está em processo de formação e adaptação nos primeiros meses de vida. Com isso, a digestão fica desconfortável e as consequências desse processo digestivo ineficiente são cólicas, gases e outras dores abdominais.

"Depois do nascimento, o bebê começa a receber nutrientes de uma nova forma. É importante lembrar que ele recebia seu alimento através do cordão umbilical sem os processos digestivos intestinais. O organismo do recém-nascido precisa se adaptar a essa nova maneira de processar os nutrientes e isto acontece aos poucos, à medida que ele vai crescendo e se desenvolvendo", esclarece

Geralmente, as cólicas aparecem a partir do primeiro mês de vida e costumam durar até os três meses, quando o trato digestivo já está mais estruturado e acostumado a receber o leite materno e seus nutrientes. O quadro também pode se tornar mais angustiante porque nesse período os bebês ainda estão muito sensíveis por não terem o sistema nervoso amadurecido, então o choro é mais frequente.

Até que isso aconteça, é normal que os pais busquem soluções para diminuir as crises. Afinal, é difícil ver os pequenos com dores e não se comover. Mas, antes de seguir todas as orientações que aparecem no caminho, é importante entender que muitas informações não passam de mitos, que podem, inclusive, prejudicar a saúde do seu filho.

Abaixo, listamos o que é mito e o que é verdade quando o assunto é cólica em bebês. Fique bem informado para ajudar seu filho a superar essa fase:

Todo bebê sente cólica?
Verdade. Entretanto, o desenvolvimento de cada pessoa é diferente, por isso alguns bebês podem apresentar quadros de cólicas mais severos e outros mais leves. Além disso, os fatores externos também devem ser considerados, por isso é fundamental que a mãe mantenha a calma e não se sinta culpada, já que as cólicas são um processo natural e a agitação materna pode ser transmitida para o pequeno.

Todo choro do bebê está relacionado com cólicas?
Mito. Como nos primeiros meses de vida o bebê ainda é muito sensível, a primeira resposta para qualquer reação do corpo é o choro. Porém, ele é um sinalizador importante das cólicas. Neste caso, o choro possui algumas características importantes: começa entre o fim de tarde e o início da noite, é mais estridente, dura em torno de três horas e ocorre, pelo menos, três vezes por semana. Já quando se trata de fome, fralda molhada, dor da dentição ou sono, as características do choro podem mudar.

A alimentação da mãe pode influenciar no surgimento das cólicas?
Verdade. O leite materno é o alimento mais completo para a saúde do bebê. Ele é fonte de vitaminas e minerais, proteínas, gorduras e células protetoras. Por essa razão, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que seja o único alimento do bebê até o sexto mês de vida.

Porém, a mãe precisa estar atenta. Os alimentos que ela consome influenciam na qualidade do leite. A orientação dos médicos é que a mulher opte por alimentos mais saudáveis e diminua o consumo de leite e derivados, ovos, cafeína, chocolate, cebola, repolho e feijão, que são alimentos mais difíceis de serem digeridos e, por isso, fermentam no intestino, provocando desconfortos tanto na mãe quanto no bebê.

As cólicas são um risco para o bebê?
Mito. Mesmo causando desconforto, choro intenso e inquietação, a cólica não apresenta riscos à saúde do bebê, pois não é uma doença. Entretanto, ainda assim merece atenção e cuidado dos pais.

"Se forem muito frequentes e não cessarem devem ser investigadas causas mais graves. É possível considerar refluxo gastroesofágico, fisiológico ou patológico. E, em casos que o lactente apresenta choro acentuado logo após as mamadas, deve-se verificar se a criança tem outras manifestações alérgicas, como ao leite de vaca", explica Marcus Renato de Carvalho.

O médico também alerta que a consulta com o pediatra é fundamental para ter o diagnóstico correto.

O uso da mamadeira para oferecer a fórmula infantil para o bebê merece atenção. Como a sucção do bico da mamadeira faz com que a criança engula muito ar, as cólicas e gases podem aparecer com mais frequência. **

É importante ressaltar que a escolha do produto deve ser feita com a orientação de um pediatra, que irá avaliar a melhor opção para o bebê.

Os medicamentos antigases podem ser usados para aliviar as cólicas no bebê?
Verdade. Com o auxílio do pediatra ou do farmacêutico, é possível escolher o remédio certo para reduzir as crises de cólica. O medicamento mais indicado para esses casos tem em sua fórmula a simeticona, solução que age diminuindo a tensão dos líquidos digestivos, que surgem no momento da digestão.

Com simeticona em sua fórmula, Luftal auxilia no rompimento das bolhas de ar causadoras dos gases e das cólicas trazendo mais conforto para seu bebê. Líder em prescrição pelos pediatras*, Luftal é uma opção segura para os bebês porque tem ação não sistêmica, ou seja, não é absorvido pelo organismo, atuando diretamente no sistema gastrointestinal, onde está o foco da dor causada pelos gases. O bebê sentirá alívio a partir de dez minutos após a ingestão do medicamento.

A versão econômica de Luftal em gotas 30ml é acessível e facilita o uso da mãe, pois é possível administrar direto na boca do bebê, diluir em água, em outros alimentos ou usar de acordo com a orientação específica do especialista.

Procedimentos caseiros ajudam as cólicas no bebê?
Verdade. Uma das possibilidades para ajudar a aliviar as dores do bebê é realizar, com delicadeza, uma massagem na região abdominal com movimentos circulares. Além disso, tente empurrar os joelhos do bebê em direção à barriga. Mas fique atento pois métodos caseiros podem trazer riscos à segurança do bebê. Por isso, o pediatra Marcus Renato de Carvalho faz um alerta: "o uso de chás, de cinteiros que prendem a respiração do bebê, que é abdominal nos primeiros meses de vida, e de antiespasmódicos [para evitar os espasmos ou contrações intestinais das cólicas] são exemplos dos procedimentos que mais apresentam riscos".

Em um momento de muita preocupação, antes de experimentar métodos não indicados, lembre-se de entrar em contato com o pediatra do seu bebê. Ele é o profissional que poderá te ajudar nesses momentos.