sábado, 23 de junho de 2018

Segundo filho

                                                 
Depois do primeiro bebê, muitos pais ficam ansiosos para ter o segundo filho. Mas será que a próxima gravidez exige da mãe os mesmos cuidados que a primeira? Quanto tempo é bacana esperar entre um parto e outro? E o pequeno, precisa ser preparado também? Quais outros aspectos levar em conta antes de encarar uma nova gestação?


Essas e muitas outras dúvidas rondam as mamães quando cogitam a ideia de aumentar a família. E se você estiver passando por esse dilema também, recomendo a leitura desse post, em que reuni respostas para essas e outras perguntas comuns antes do segundo filho. Confira:

 O tempo recomendado para o segundo filho.
De maneira geral, os especialistas recomendam, no mínimo, 18 meses entre um parto e outro. Isso significa que a mãe precisa esperar nove meses para engravidar novamente. O motivo para essa recomendação é que, como a gestação muda bastante o organismo da mulher, esse período de nove meses é necessário para a recuperação completa.

Durante a gravidez, o volume de circulação sanguínea da mãe aumenta, o que faz órgãos como o coração e o pulmão trabalharem dobrado para darem conta de enviar sangue e oxigênio suficientes para todo o corpo. Até o ritmo voltar ao normal, lá se vão cerca de seis meses depois do parto.

Também é preciso esperar que o organismo da mulher recupere as quantidades de ferro de antes da gravidez, que os órgãos voltem ao lugar certinho, que a força abdominal seja resgatada e, ainda, que a mamãe recupere o seu peso (e que a cicatriz seja bem fechada em caso de cesárea). Para que tudo isso seja concluído é que são necessários esses nove meses.

Mais um ponto a se considerar é que um intervalo muito curto entre um parto e outro pode desencadear o nascimento de um bebê prematuro, abaixo do peso e com um desenvolvimento abaixo do normal no útero da mãe.

Cuidados bacanas antes de ter o segundo filho

Assim como na primeira gravidez, para ter o segundo filho é importante que você faça um pré-natal de qualidade. Siga as recomendações de alimentação do profissional de saúde que a acompanha e, se puder praticar alguma atividade física, melhor ainda. Modalidades como natação, yoga, pilates e caminhada são exemplos de esportes legais para praticar durante a gravidez, oferecendo saúde à mãe e filho (mas só pratique com a liberação do seu médico, ok?).

Preparando o primogênito

Às vezes o primeiro filho pode acabar pedindo um irmãozinho antes mesmo que os pais considerem aumentar a família. Quando isso acontece, podemos pensar que o processo de adaptação para receber a outra criança vai ser fácil – mas a verdade é que nem sempre é assim.

Aqui vale aquela velha premissa de que não existe fórmula pronta. Assim como nós nos preparamos um monte para a maternidade, mas só descobrimos o nosso jeitinho de mãe depois que nossos filhos nascem, o mesmo vale para o pequeno: não tem como saber, de prontidão, como ele vai lidar com o irmão.

A dica, então, é paciência e muito amor. Converse durante a gestação com o mais velho, sugerindo como ele vai poder se divertir com a chegada do novo amigo. Já quando o segundo filho nascer, tente permanecer atenta para não acabar “tirando” coisas do primeiro sem perceber. Por exemplo: se ele dormia no quarto com você, não tente forçá-lo para que passe a dormir sozinho, pois pode deixar a impressão de que o bebê está ocupando o lugar dele. Nesse sentido, é bacana evitar (a medida do possível) outras mudanças bruscas na rotina do mais velho, como uma troca de escola.

Agora, para facilitar a relação entre os irmãos, crie situações favoráveis, como pedindo ajuda ao mais velho para cuidar do mais novo, para escolher as roupinhas dele, etc. E garanta que o primogênito tenha alguém para cuidar dele (pois é evidente que o mais novinho vai exigir mais sua atenção no início), como o pai ou os avós (para continuar mostrando ao pequeno que ele ainda é muito amado!).

Aqui no blog nós temos o relato incrível de uma mãe leitora sobre a chegada do segundo filho, que eu recomendo demais que você leia, aqui. E um outro texto que fala sobre o ciúme do irmão, e como fazer sua família passar longe dele (lindo, emocionante! Leia aqui).

Outros aspectos

Antes de tomar a decisão de ter o segundo filho também é importante considerar questões como o seu momento profissional, financeiro e no relacionamento com o seu parceiro. Talvez você tenha acabado de recuperar o seu emprego, de se posicionar no mercado (após a primeira gravidez) – então será que você está disposta a deixar isso mais um pouquinho de lado para cuidar de uma nova criança? Caso cogite a ideia de parar de trabalhar, será que na sua casa vocês estão em uma situação financeira confortável para assumir essa decisão?

Já sobre o relacionamento, é importante que você e o seu parceiro estejam em uma fase bacana e que a segunda gravidez seja de comum acordo. Às vezes um pode demonstrar interesse em ter o segundo filho antes do outro, (é bastante comum), mas o que importa mesmo é que os dois se vejam dispostos e preparados para a chegada dessa nova criança.

Ainda sobre o primeiro filho, alguns pais acham mais bacana dar um irmãozinho a ele com uma pequena diferença de idade, para que eles possam curtir bastante juntos. Outros acabam preferindo esperar um pouco mais, para que o mais velho seja mais independente e tenha maturidade para receber o bebê sem grandes problemas.

No fim das contas, a verdade é que não existe receita mágica para fazer a chegada do segundo filho ser perfeita (ainda mais levando em conta tudo isso: a recepção do pai, do irmão, a situação financeira, etc). O que vale mesmo é você sentir o seu instinto de mãe se realmente chegou a hora de ter mais uma criança. Reflita bastante antes da decisão, mas não deixe de levar em conta o seu coração também (é ali que você vai saber o momento certo!).