segunda-feira, 25 de junho de 2018

Dormir na cama dos pais

DORMIR NA CAMA DOS PAIS?
Limitar o acesso dos filhos à cama dos pais é do próprio interesse da criança.
Uma família saudável tem limites saudáveis. A separação entre as gerações funciona para manter um equilíbrio de poder e de intimidade apropriados. Esses limites não existem para restringir a corrente de amor entre os membros, mas eles existem para que os pais possam partilhar e beneficiar da intimidade que a idade adulta lhes permite e que torna, simultaneamente possível a manutenção de um fluxo constante de amor e carinho de afecto de pais para filhos. Quando esses limites são frágeis ou inexistentes, o relacionamento conjugal sofre quer na sua intensidade quer na sua qualidade. Muitas vezes quando um casal não se satisfaz no plano das necessidades emocionais, vão procurar nos filhos a satisfação dessas privações, tornando-se excessivamente cuidadosos e emocionalmente envolvidos com filhos.
O casamento sofre porque o tipo de amor que se cria e se mantém entre uma mãe ou um pai e um filho não substitui o amor e a intimidade de uma relação adulta. Por sua vez, as crianças sofrem por serem colocados na posição de terem que corresponder emocionalmente como se de adultos se tratasse. O seu desenvolvimento emocional, social e cognitivo não lhes permite assumir tal responsabilidade que advém da necessidade exigida pelos pais de estarem constantemente atentos a eles e a dar-lhes respostas às suas necessidades emocionais. Nestes casos e para substituir o adulto, as crianças sacrificam as suas próprias necessidades decorrentes da fase de desenvolvimento que estão a viver. Uma outra razão importante que aconselha a que os filhos não durmam com os pais é o facto de esta situação lhes conferir um enorme poder na família, na medida em que, os papéis estão nitidamente trocados, e as crianças passam a ser as pessoas, que no agregado familiar, têm a responsabilidade de estarem vigilantes e gratificarem o adulto.
Numa família saudável, as crianças aprendem com o tempo a respeitar a relação de intimidade que só pode ser partilhada por um marido e mulher.

Quando isso ocorre, as crianças desenvolvem nas idades adequadas formas diversificadas de pedir e obter carinho e gratificação. A criança também adquire a capacidade de se acalmar, e esta competência só vem a ser desenvolvida, se os pais se apercebem das situações em que devem ou não interferir e “mimar” a criança.
Um outro aspecto a considerar é que a cama dos pais se torna rapidamente num “viveiro” de problemas quando as crianças dormem no mesmo espaço que eles. Quando pais e filhos partilham o espaço comum (cama) a intimidade e as manifestações de ternura, afecto, amor e sexo são altamente sacrificadas, características essências a uma relação conjugal bem-sucedida.A questão de ter um filho a dormir com um pai torna-se ainda mais complexa no caso de um divórcio. As crianças, especialmente, as de idade pré-escolar são muito afectadas pela situação de divórcio dos pais podendo manifestar instabilidade emocional e queixas somáticas. Sentem que perderam a presença de um dos pais e podem temer vir a perder o outro progenitor. Têm frequentemente pesadelos e o pai com quem a criança está a viver pode pensar que dormindo com ela, lhe trás segurança e uma presença reconfortante. Contudo, a longo prazo os efeitos podem ser muito nocivos, na medida em que a criança, habitualmente, se torna muito dependente e com maiores dificuldades de adaptação a qualquer tipo de mudança.

A mulher sozinha, poder viver sentimentos de abandono e de desprotecção. A cama torna-se um lugar vazio e frio onde vai dormir todas as noites. Um pai ou uma mãe divorciados podem voluntária ou involuntariamente procurar amenizar esses sentimentos, levando o filho ou a filha a dormir com eles. A companhia assim conseguida será de um grande conforto: é alguém que está ali, a seu lado e com quem se tem uma relação de amor.

A criança, nesta situação cuida das necessidades emocionais do adulto. Isto pode intensificar e complicar a preocupação que as crianças, habitualmente, vivem quando não estão com o outro progenitor e sentindo-o, sozinho, como que abandonado por elas, podem vir a viver sentimentos de culpabilidade. Uma outra situação que decorre da dormida em comum com os pais ou, neste caso, com os pais divorciados, sucede quando o adulto, mãe ou pai, arranja um novo companheiro. Como é que se vai desalojar um filho ou uma filha sem lhes provocar sentimentos de abandono, ciúme, etc.?
A questão de ter um filho a dormir com um pai torna-se ainda mais complexa no caso de um divórcio. As crianças, especialmente, as de idade pré-escolar são muito afectadas pela situação de divórcio dos pais podendo manifestar instabilidade emocional e queixas somáticas. Sentem que perderam a presença de um dos pais e podem temer vir a perder o outro progenitor. Têm frequentemente pesadelos e o pai com quem a criança está a viver pode pensar que dormindo com ela, lhe trás segurança e uma presença reconfortante. Contudo, a longo prazo os efeitos podem ser muito nocivos, na medida em que a criança, habitualmente, se torna muito dependente e com maiores dificuldades de adaptação a qualquer tipo de mudança.

A mulher sozinha, poder viver sentimentos de abandono e de desprotecção. A cama torna-se um lugar vazio e frio onde vai dormir todas as noites. Um pai ou uma mãe divorciados podem voluntária ou involuntariamente procurar amenizar esses sentimentos, levando o filho ou a filha a dormir com eles. A companhia assim conseguida será de um grande conforto: é alguém que está ali, a seu lado e com quem se tem uma relação de amor.

A criança, nesta situação cuida das necessidades emocionais do adulto. Isto pode intensificar e complicar a preocupação que as crianças, habitualmente, vivem quando não estão com o outro progenitor e sentindo-o, sozinho, como que abandonado por elas, podem vir a viver sentimentos de culpabilidade. Uma outra situação que decorre da dormida em comum com os pais ou, neste caso, com os pais divorciados, sucede quando o adulto, mãe ou pai, arranja um novo companheiro. Como é que se vai desalojar um filho ou uma filha sem lhes provocar sentimentos de abandono, ciúme, etc.?