quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Qual é a verdadeira missão de um pai na vida de um filho?

Não é só necessário que um pai seja presente; é imperativo gerar vínculos afetivos sólidos com os filhos

Papai, viva de tal maneira que, quando seu filho pensar em lealdade, honestidade, integridade, justiça, respeito, trabalho, fidelidade, serviço e caridade, a sua imagem venha à mente dele.

Embora a sociedade ocidental dê mais importância à figura materna, a figura do pai na vida dos filhos é tão importante como a da mãe, pois ele desempenha um papel único, intransferível, insubstituível e fundamental no desenvolvimento emocional, psicológico e social dos filhos.

Papai, quando eu crescer quero ser igual a você

Os filhos que têm a oportunidade de contar com os pais emocional e fisicamente presentes no decorrer da vida – em especial nos momentos mais importantes de seu desenvolvimento – apresentam maior tolerância à frustração, maior confiança em si mesmos, autocontrole e autoestima elevada.

Mas não é necessário ser apenas um pai presente, é imperativo gerar vínculos afetivos sólidos com os filhos. Ou seja, ser pai ativo, sempre pendente às necessidades deles. Algumas vezes você satisfará essas necessidades ou dará ferramentas para que eles encontrem soluções. Em outros casos, simplesmente vai consolá-los e dar palmadinhas nas mãos com a seguinte mensagem oculta: “tudo ficará bem porque estou com você”. Isso vai garantir segurança aos pequenos.

O desenvolvimento de uma relação positiva com o pai ajudará o filho a ser um adulto equânime e seguro. A sensação que lhe dá de poder contar com um pai que lhe oferece respaldo é simplesmente indescritível.

Todo filho merece sentir-se desejado e aceito pelo pai – não somente pela mãe. A aceitação precede da vontade; o desejo, do sentimento. Se um filho percebe o abandono, seu desenvolvimento pode sofrer um bloqueio. E não será tanto por não ter sido desejado, mas por não ter sido aceitado. A aceitação da paternidade e a aceitação de sua pessoa são necessárias e muito importantes para o saudável desenvolvimento individual e social do indivíduo.

Algumas atitudes de aceitação ou rejeição:

Você provoca rejeição quando se transforma em um pai autoritário e tirano. A mensagem que você manda para o filho é que ele não te perturbe ou que tivesse sido melhor que não tivesse nascido. Você também provoca rejeição quando se comporta como um pai indulgente, indiferente, o “colega” de seus filhos.

 A mensagem que você passa é que o pequeno não é sua prioridade.

Também causa rejeição a superproteção (ou quando você se transforma em um pai autoritário e perfeccionista).  Neste caso, a mensagem que você passa a seu filho é que ele deve seguir o seu modelo e ser como você.

 O filho se sente com o amor condicional. Quando há superproteção ou quando você passa a ser um pai narcisista, o filho pensa que não há ninguém como ele. Embora pareça o contrário, ele desenvolverá uma autoestima frágil.

A palavra convence, mas o exemplo arrasta

Se há algo que os filhos observam nos pais é a forma de trabalhar. Ou seja, o pai deve ensinar a virtude e o valor humano do trabalho. Por seu modo de trabalhar, um pai pode ser prestigiado ou desprestigiado pelos filhos, obterá a admiração e respeito dele ou o contrário.

Os filhos são inteligentes e se a imagem que eles têm do trabalho do pai, a partir das conversas familiares ou da sua atitude diante deles, for negativa, os feitos na educação serão nocivos.

Também terá efeito negativo o fato de o filho perceber que o que se diz não coincide com o que se faz. Com a incongruência, perde-se a autoridade, e sem autoridade dificilmente haverá admiração e respeito.

Para qualquer filho, não há nada mais fortalecedor do que sentir-se amado e protegido pelo homem que ele mais admira, seu super-herói. Esse sentimento de proteção vai com ele por toda a vida.

No caso particular da relação pai/filha, se ela se sentir abandonada pelo pai, quando for escolher seu marido, dificilmente saberá fazê-lo, porque terá a necessidade inconsciente de preencher o vazio que o pai lhe deixou. Portanto, em vez de buscar um companheiro de vida, em cada homem que conhecer, ela vai querer encontrar esse pai para protegê-la. Isso é muito perigoso e dificilmente resultará em relações amorosas estáveis.

Por isso, mamães, precisamos deixar os papais exercerem seus papeis de esposos e pais. É importante que a mãe dê espaço e não interfira nessa relação, mesmo que ela ache que “faria melhor do que ele”. O posto de um pai na vida de um filho ou filha é insubstituível!

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Bebês entre 1 e 2 anos: 10 dicas de como lidar com eles

Entre 1 e 2 anos, as mudanças intelectuais e comportamentais por que passam os bebês são mais evidentes. Eles querem explorar tudo ao seu redor e se movimentar bastante
Entre 1 e 2 anos, as mudanças intelectuais e comportamentais por que passam os bebês são mais evidentes. Eles querem explorar tudo ao seu redor e se movimentar bastante, sendo a sua principal tarefa aprender a coordenar a musculatura do corpo para andar. Aos 15 meses, eles passam a imitar tudo o que observam, portanto, comportamentos agressivos e nervosos, por exemplo, não são bons exemplos de conduta.

Segundo Fabiana Cristina Teixeira, professora do Curso a Distância CPT Curso Treinamento de Babá

 Desenvolvimento e Comportamento da Criança, em Livro+DVD e Curso Online, “Caberá aos responsáveis ficarem atentos ao modo como se comportam com eles e diante deles, já que aprendem muito mais com o que veem os adultos fazendo do que com o que ouvem deles”. Quer saber mais sobre como lidar com bebês entre 1 e 2 anos? Veja as dicas abaixo:

1- Brincar

Um dos passatempos prediletos do bebê é jogar objetos no chão de propósito. Se alguém pega e devolve, o bebê repete a mesma coisa milhares de vezes, achando que é uma brincadeira. Se tiver disponibilidade para desenvolver essa brincadeira será interessante; pois essa atividade ajuda no desenvolvimento cognitivo da criança.

2- Egoísmo

É comum a criança pegar o brinquedo de outras crianças, mas não querer emprestar os dela. É bom tentar estimular a troca de brinquedos e o senso de solidariedade, mas, sem forçar muito.

3- Exibição

Outra característica dessa fase dos bebês é que eles adoram se exibir e, para isso, imitam gestos e atitudes que provocam risadas. Essa é uma forma de interagir com as pessoas, que faz bem para o “bem-estar” do bebê se ele for correspondido e receber atenção e afeto.

4- Personalidade

O gênio da criança fica mais evidente e, nessa idade, ela pode ter acessos de raiva, bater a cabeça, se jogar no chão e dar chutes. Em situações como essa, a babá, por exemplo, deve agir com calma e tentar tranquilizar a criança. No entanto, comportamentos como esses, devem ser observados e comunicados aos pais, para que sejam analisados, pois sempre há um motivo para os acessos de raiva; ainda que estes motivos não estejam visíveis num primeiro momento.

5- Autonomia

Embora a criança necessite da participação de um adulto em todas as suas atividades, ela começa a buscar sua autonomia e insiste em realizar sozinha algumas tarefas – como pegar um brinquedo e tirar o sapato etc. Nessa fase as crianças devem ser supervisionadas o tempo todo, pois estão sempre em movimento, costumam escalar objetos e puxar tudo que está ao seu alcance. Estimule a criança a fazer algumas coisas sozinha, mas esteja sempre ao lado dela.

6- Aprendizado

Nessa fase, os bebês conseguem entender mais palavras do que falar – falam cerca de dez palavras e entendem mais que o dobro - e começam a atender aos pedidos dos adultos, principalmente dos pais, podendo entender os seus. Exemplo: Se disser para a criança abrir a boca para escovar os dentes, ela abre.

7- Limites

Ter limites, nessa idade, é fundamental para o futuro, pois é quando são criadas as bases da educação da criança, que lhe darão maturidade para respeitar e obedecer ordens.

8- Hábitos

Entre um e dois anos, as crianças criam hábitos que carregam para toda a vida! Por isso, auxilie à construção de hábitos para uma alimentação saudável, para um sono regular, para cuidar e guardar seus brinquedos e para a adoção de bons hábitos de higiene pessoal, como escovar os dentes e lavar as mãos nas horas certas.

9- Cooperação

Incentive a cooperação da criança. Peça para ela ajudar na arrumação das coisas dela, a guardar os brinquedos – mas faça isso em tom de brincadeira e não como obrigação, pois ela não aceitará bem as imposições.

10 - Treinamento

Aproximadamente aos dois anos, você pode começar a ensinar a criança a controlar a bexiga e a pedir para fazer xixi quando ela estiver apertada. Mas, saiba que esse treino para o abandono das fraldas não é fácil, pois leva tempo, e requer a dedicação de todos da casa.

Quando começar a vida escolar das crianças?

Acho que todas as mães e pais corujas ficam com dúvidas quanto ao início da vida escolar dos seus filhos. Quando deve começar? Será que a criança é muito nova? Vai se adaptar?

Como todas nós do Corujices passamos por essas angústias, procuramos  uma profissional da área de educação para tentar ajudar a resolver algumas dúvidas. Enviamos algumas perguntas para a pedagoga e professora Betânia Ferreira,  que é diretora do Colégio Casa Forte. Com mais de 20 anos de experiência em sala de aula, ela fez observações bastante interessantes sobre o assunto. Vamos ler?

Existe idade ideal para a criança iniciar a vida escolar? E complementando: É necessário não usar mais fralda para começar na escola?

Quando a criança já começa a dar os primeiros passinhos, por volta de um ano de idade, já se torna possível acompanhar uma rotina escolar em um ambiente especializado em Educação Infantil. O ambiente estruturado e organizado com atividades direcionadas por profissionais qualificados para a educação infantil só tem a contribuir no desenvolvimento da criança nos aspectos motor, cognitivo, emocional e social.

 A rotina escolar permite momentos específicos para as atividades com música, arte, jogos, brincadeiras e outras que envolvem a psicomotricidade, o que em muito contribui para estimular o aprendizado e a socialização. Na escola, as atividades bem planejadas envolvendo a contação de histórias e outros momentos específicos com destaque à alimentação das crianças permitem uma vasta possibilidade de desenvolvimento.

Não há necessidade de criança não usar mais fralda para iniciar na escola. Convém lembrar, inclusive, que a organização da rotina escolar contribui de forma muito positiva para o processo da retirada da fralda. A ida ao banheiro, nessa fase do aprendizado, torna-se uma atividade divertida e importante para, aos poucos, realçar as primeiras noções de higiene pessoal. Nesse período de retirada de fralda, é possível, inclusive, que uma criança que já não usa mais fralda incentive o coleguinha que ainda está dentro do processo, aproveitando a interação das crianças em compartilhar a experiência no estímulo ao uso do vasinho.

É preciso escolher um turno (manhã ou tarde) específico para a criança, levando em consideração hábitos de sono (se dorme mais) ou é melhor adaptá-la ao turno escolhido?

O turno específico deve ser escolhido a partir das necessidades da criança, em atendimento ao seu reloginho, ao ritmo já observado pelos pais, de modo que ela possa aproveitar o máximo possível as atividades realizadas na escola.

Independente do horário escolhido pela família, a criança – e os pais, muitas vezes – precisará, de qualquer forma,  passar pela fase de adaptação aos novos horários, que precisam ser devidamente respeitados. Neste primeiro momento de adaptação à rotina escolar será importante para reorganizar o horário do soninho de descanso da criança, que pode ser comum tanto durante a manhã quanto no período da tarde.

O que levar em consideração para escolher a primeira escola da criança?

Torna-se muito importante a concepção de que escola e família devem caminhar juntas para o desenvolvimento da criança. A família precisa conhecer a escola e identificar-se com a proposta pedagógica apresentada. A estrutura da escola precisa ser observada pelos pais com um olhar voltado para a criança, para as possibilidades de aprendizado e de convivência da própria criança: os espaços devem  atender ao mundo infantil, precisam ser aconchegantes e seguros, a fim de que os pequenos sintam-se seguros. É preciso não esquecer que espaço para criança deve ser espaço de criança.

A localização da escola também deve ser levada em consideração por conta dos grandes transtornos de trânsito que enfrentamos no dia a dia, para que as crianças não se atrasem nem ao chegar nem ao sair da escola.

A criança vai começar na escola. Que dicas a gente pode dar aos pais para ir preparando o filho para essa novidade?

Pensem no tamanho da novidade!

Aconselhamos que, quando for chegando o momento (duas, três semanas antes do primeiro dia de aulas) os pais conversem livremente com a criança sobre o mundo de descobertas que a escola proporcionará! Falem sobre os novos coleguinhas que vai conhecer (mesmo que os pais considerem que elas não entendem tudo o que está sendo dito). Outra opção é passar pela frente da escola – propositadamente ou não – uma, duas, três  vezes, devagarzinho (pode até parar um pouco na frente) e comentar sobre a nova fase que vai se iniciar em breve. Caso seja possível, mais uma opção que recomendamos que os pais – antes do início das aulas – é que levem a criança para conhecer a escola, de forma que ela possa visitar os espaços e, quem sabe, até conhecer alguns futuros coleguinhas.

Mais alguma observação importante, Betânia, para passar aos pais?  

Papai e mamãe! Vocês precisam considerar o fato de que tudo em uma escola especializada em Educação Infantil estará voltado para atender às necessidades das crianças. Elas estarão sob o cuidado e a atenção de profissionais devidamente capacitados e orientados e, certamente, farão do ambiente escolar e das atividades nele desenvolvidas um lugar bastante atrativo para receber com qualidade os seus filhos.

Lembramos ainda que um detalhe deve ser por vocês considerado: a necessidade de estar à vontade, de demonstrar confiança na decisão tomada e passar para as crianças toda a segurança necessária nessa fase de adaptação à vida escolar. Afinal, trata-se de uma situação nova também para vocês. Concordam?

Ressaltamos, portanto: a escolha de uma instituição séria e comprometida com a educação infantil será fundamental para o conforto da criança e, consequentemente, para a tranquilidade de vocês e de toda a família.