terça-feira, 2 de julho de 2019

10 hábitos para ser uma mãe feliz

Uma série de preocupações e cobranças fazem com que muitas mães deixem a própria felicidade de lado, mas alguns hábitos podem mudar essa realidade.
Ser feliz. Esse é o sonho de boa parte das pessoas. A felicidade é um estado de espírito, uma sensação de bem-estar e realização que invade, de um modo muito agradável, quem a sente. Ela pode ser resultado de diversos fatores relacionados a nossa vida pessoal, social, emocional, espiritual, etc. No caso das mães, ela também está associada, principalmente, a tudo o que envolve seus filhos e a sua percepção sobre o seu papel de mãe.

E é aí que elas encontram um grande obstáculo na conquista da própria felicidade. As mulheres sentem-se pressionadas, tanto por questões externas quanto internas, a serem perfeitas em tudo o que fazem. Educar bem, cozinhar bem, trabalhar bem, ser a esposa perfeita e, claro, estar sempre linda. Tudo isso está custando às mulheres danos em sua saúde física, mental e emocional.

Meg Meeker, pediatra e especialista em educação, adolescência e infância, escreveu um livro no qual destaca Os 10 hábitos de mães felizes, com o objetivo de revelar às mães a essência da felicidade maternal. As dicas defendem uma mudança baseada em hábitos positivos que ajudarão as mulheres a aproveitarem mais as crianças e a própria vida. Confira:

1. Valorize-se como mãe. Se todas as mães pudessem entender o seu verdadeiro valor como mulheres e como mães, suas vidas nunca mais seriam as mesmas. Reconhecer e compreender o quão importante você é para sua família te dará um ânimo novo todas as manhãs. Para isso, separe um tempo para refletir sobre sua vida e sua missão e, depois, reconheça o seu valor. É um exercício de humildade.

2. Cuide das suas amizades. Os amigos nos beneficiam. É importante ter um círculo próximo de amigos, bem como encontrar o equilíbrio entre os diferentes tipos de amizades. Mas se atente ao principal: ame seus amigos da melhor maneira possível. As amizades são uma fonte inesgotável de afeto, carinho, companhia e compreensão. As mulheres que têm amigos sentem-se, enfim, mais felizes.

3. Valorize e pratique a fé. A fé é algo custoso para muitas pessoas porque significa, essencialmente, não estar no controle das coisas. É importante poder confiar em algo ou em alguém e isso está além do seu controle. Ela deve ser compreendida e vivida através de uma experiência única e pessoal, por isso, busque sua própria experiência de fé e não se prenda ao que os outros viveram.

4. Pare de competir. Todas as mães competem e, muitas vezes, fazem isso sem perceber. Só que isso traz consequências como a inveja, por exemplo, que dificulta os relacionamentos e pode até mesmo destruir uma amizade. Para deixar de competir,comece reconhecendo a inveja e, depois, a elimine elogiando os outros e esforçando-se para ser uma pessoa melhor.

5. Tenha uma relação saudável com dinheiro. Você já se perguntou se compra o que realmente precisa para você e seus filhos? Para estabelecer uma relação saudável com o dinheiro, não coloque sua segurança nele, mas sim no amor de sua família. Busque a sua felicidade em casa e não deixe que o dinheiro tenha poder sobre você.

6. Encontre tempo para ficar sozinha.É difícil encontrar tempo para ficar sozinha quando as crianças, o seu parceiro e o trabalho sugam todas as suas energias. Mas, a solidão é importante porque ela, justamente, renova e fortalece as energias, os relacionamentos com os entes queridos, além de aguçar a sensibilidade. Para encontrar um tempo sozinha, comece com pequenos momentos todos os dias, em um lugar calmo que lhe permita relaxar sua mente e aprofundar seus pensamentos. A solidão permite que você se distancie das tensões diárias e passe a olhar para elas de uma perspectiva diferente.

7. Dê e receba amor de maneira saudável. Evite complicar o amor com necessidades e expectativas. Amar não é fácil, mas, para muitas mães, saber aceitar carinho e afeto também pode ser muito difícil – principalmente quando o mau humor está tomando conta do dia. Para adquirir o hábito de saber amar e ser amada de forma saudável, não leve tão a sério seus entes queridos na hora do mal humor, aprenda a interpretar os outros e a deixar que os outros a interpretem e lhe deem amor mesmo quando você não se sente bem.

8. Aprenda a viver de uma maneira simples. As mães precisam de mais simplicidade interior e exterior. Isso significa esquecer daquelas questões que mais te deixam obcecada como perder peso, fazer mais coisas, ganhar mais dinheiro, viajar, ser linda, ser jovem, ser legal, etc. Para isso, aprenda a identificar e a viver realmente suas prioridades. Mude sua maneira de falar sobre essas questões, pois aquilo que dizemos afeta o que pensamos e como nos comportamos.

9. Liberte-se do medo. De onde vêm a preocupação e a ansiedade? A preocupação vem do medo e o medo surge em algum lugar do cérebro quando precisamos nos proteger ou fugir do perigo. Quando o objetivo é libertar-se do medo, o primeiro passo deve ser isolá-lo, delimitando-o com uma série de perguntas que podem destruí-lo. Para conseguir isso, você deve ser extremamente honesta e elaborar um plano que diminua a sua sensibilidade em relação a esse medo.

10. Cultive a esperança. A vida não pode ser entendida sem esperança porque ela nos dá significado e determinação. Mas como ser esperançosa? Em primeiro lugar, seja grata, aprenda a confiar, a esperar pelo bem e a confrontar os pensamentos negativos.

Como corrigir seu filho sem ferir a autoestima dele

É certo que nenhum pai gosta de repreender o filho, mas por estar em processo de formação, é preciso impor limites
A ciência e os especialistas são unânimes ao afirmar que a agressão física contra seu filho não ajuda em nada no processo de educá-lo para o mundo. Além da palmada ser proibida por lei, há uma série de consequências negativas nos tapas, beliscões, puxões de orelha e chineladas, que nem precisamos citar aqui.

“É certo que nenhum pai gosta de repreender o filho, mas quando se trata de um ser humano em formação é preciso impor limites”, pondera a psicopedagoga Esther Cristina Pereira. Mas há um jeito certo de fazer isso sem ferir a autoestima da criança? Segundo a especialista, sim.

Veja cinco dicas práticas que podem te ajudar:

1. Só cobre da criança o que foi combinado

Tenha sempre em mente que para a criança ser cobrada, ela precisa primeiro saber que aquilo é errado. Antes de corrigi-la, pense se aquela questão foi trabalhada, explicada, se ficou claro para o seu filho. Aí sim vale a conversa. Se vocês nunca falaram sobre o assunto, porque a situação nunca aconteceu, aproveite a oportunidade para dialogar.

2. Aja de cabeça fria

Nunca aja no calor da emoção, de cabeça quente. No caso de uma falta grave, por exemplo, sempre deixe passar uma noite antes de impor uma punição. “Filho, amanhã a gente conversa. Hoje estou nervoso e desiludido com você”, essa frase já fará com que ele reflita sobre o que fez.

3. Use as palavras certas

Palavrões e ofensas não surtem o efeito desejado, pelo contrário, ferem muito e não devem fazer parte da educação da criança em hipótese alguma. As ameaças também precisam ser usadas com cautela. Se prometeu tirar o brinquedo caso ele não se comportasse, cumpra.

4. Corrija apenas por atos intencionais

As crianças não podem ser punidas pelos pequenos acidentes, como derrubar o leite na mesa, por exemplo. As correções devem ser aplicadas apenas para atos intencionais. Mas, nesse caso, ela é quem deve limpar a bagunça.

5. Não corrija em público

Educação se dá em casa. É preciso plantar dentro para colher fora. Por exemplo: se houve um combinado antes de ir à festa de aniversário, como “Se acontecer tal situação, a gente volta para casa” e aquilo acontece, lembre-o do que conversaram antes. Evite outras explicações na frente dos outros e cumpra o que disse.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Como saber quando é hora de dizer não aos filhos

Dizer não é fundamental para a boa disciplina dos filhos, mas é preciso que a negativa faça sentido para eles
Apesar de nem todos praticarem, pais e mães sabem que dizer não é fundamental para criar os filhos com disciplina, caráter e discernimento. O não também faz parte do cuidado e proteção que qualquer bom pai quer oferecer ao seu filho, afinal, pela própria saúde e segurança das crianças, é essencial que elas não façam tudo o que querem.

Por outro lado, em algumas famílias essa recusa se tornou um hábito tão automático que o não escapa antes mesmo das crianças terminarem a frase. Isso faz com que elas nem tenham tempo de compreender o motivo pelo qual seu pedido foi negado. Embora dizer não seja importante, nem sempre há uma boa razão para dizê-lo. Em certas situações, também é necessário que os pais saibam dizer sim.

Então, da próxima vez que seus filhos chegarem até você com inúmeros pedidos a respeito de coisas que eles querem fazer, pense nessas três perguntas como orientações práticas, para saber se é a hora certa de dizer não:

1. É algo antiético?

O que você permite ou não que seus filhos façam sempre deve, antes de mais nada, estar de acordo com os seus valores familiares. Seus filhos precisam entender o que você defende e o que acredita ser certo e errado. Ou seja, quando ele quiser mentir, xingar, se vingar de alguém ou simplesmente quiser fazer algo contrário a qualquer um de seus valores, não tenha dúvida: a resposta deve ser sempre não.
Muitos pais justificam deixar os filhos participarem de práticas incorretas ao adotar a seguinte mentalidade: “Bem, é melhor deixar ele fazer isso porque ele poderia estar pedindo coisas muito piores”. Nunca justifique o comportamento errado simplesmente porque é um mal menor do que qualquer outra coisa. Para isso, tenha valores claramente definidos em sua casa, isso ajudará você e seus filhos na hora de tomar qualquer decisão.

2. Isso é imprudente?

Haverá momentos em que seu filho lhe pedirá algo que não parece errado, mas que pode não ser o melhor para ele naquele momento. Ser convidado para dormir na casa de um amiguinho da escola, por exemplo, é algo super comum, mas se você não conhece bem a família desse amigo, deixar ele ir não é uma boa decisão. Ou então, o simples fato de seu filho querer ganhar um bichinho de estimação, não significa que ele tenha idade suficiente ou seja responsável o bastante para cuidar de um.

Quando os filhos procuram os pais para pedir algo, é sempre uma ótima oportunidade de ensiná-los a usar sabedoria em suas escolhas. Às vezes, isso significa ter que fazer a escolha por eles. Mas em outros momentos, é importante deixá-los fazer suas próprias escolhas e aprender com elas, mesmo que sejam erradas.

3. É nocivo?

Se você tem crianças pequenas em casa, muito provavelmente boa parte dos pedidos que ouve é para que os deixe comer doces e outras porcarias fora de hora. E por que a resposta dos pais para esses pedidos é quase sempre um não? Porque os pais, intuitivamente, sabem que são responsáveis ??pela saúde e pelo bem-estar de seus filhos.
Algumas das escolhas mais importantes da vida dizem respeito ao que fazemos com o nosso corpo e ao que colocamos nele, por isso é tão importante que os pais ajudem seus filhos a desenvolverem hábitos saudáveis enquanto ainda são jovens. Eles podem reclamar agora, mas um dia irão agradecer.

Mesmo depois de pensar nessas três perguntas para decidir se é o momento de dizer não, ainda haverá muitos outros momentos em que você saberá que aquela situação não é o melhor para seu filho e nem sempre terá como explicar isso a ele. Nesses momentos, apenas diga: “Eu não espero que você entenda isso, mas eu amo você e você vai ter que confiar em mim”. Qualquer bom pai ou mãe adora poder dizer sim a seus filhos quando podem. Mas ser capaz de dizer sim para a alegria de seu filho também exige que você saiba quando é a hora de dizer não para seu próprio bem.