sexta-feira, 21 de junho de 2019

O terrorismo das 40 semanas: O bebe pode passar da hora.

Toda mulher grávida, ou pelo menos a maior parte delas, já ouviu a pergunta que não quer calar “para quando é seu bebe”? Todo mundo que participa da vida de uma mulher grávida fica ansioso pela chegada de um novo ser! Os meses vão passando, e as grávidas sabem bem que durante a gestação o que importa mesmo são as semanas, 35, 36, 37, 38, 39 40 semanas. Muitas vezes o bebê não dá sinais de que quer vir ao mundo, então os “palpiteiros de plantão” começam com suas incríveis previsões mágicas “esse menino já passou da hora de nascer”, “ a vizinha da amiga da prima do meu cunhado morreu porque o bebê tinha passado da hora de nascer”, “ marca logo a cesárea, se acontecer alguma coisa com essa criança a culpa será sua”. Ouvir tudo isso com certeza gera insegurança, medo, ansiedade e muitas mulheres começam a realmente acreditar que se o bebê não nascer até uma data pré estipulada o desfecho será catastrófico. Mas, o que a ciência diz sobre isso?

Se você está gravida, já esteve grávida ou pretende ficar gravida, talvez já tenha ouvido o termo ”data provável do parto”, O objetivo desse cálculo é estipular o período provável do nascimento. Calcula-se a data provável do parto (DPP) levando-se em consideração a duração média da gestação normal (280 dias ou 40 semanas depois da última menstruação), o próprio nome já diz ser algo provável, simplesmente porque não existe como saber a data exata que houve a fecundação, por isso o cálculo é apenas uma ferramenta utilizada mais para determinar a fase da gestação do que saber a data de nascimento do bebê, além disso um estudo publicado pela BBC NEWS em 4 de fevereiro de 2015, mostrou que 96% dos nascimentos não ocorrem na data calculada. Outro ponto importante, é que a data é calculada para uma gestação “normal”, ou seja, de 40 semanas, porém quem disse que 40 semanas é a data limite para uma gestação terminar? Acontece que algumas gestações podem chegar até 42 semanas, e de acordo com a ACOG (Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia), uma gestação a termo (dentro dos padrões normais) vai até 42 semanas, portanto 40 semanas não deveria ser um bicho de sete cabeças, visto que 41 semanas e 42 semanas não são consideradas gestação prolongada, e apenas 5% das mulheres terão gestações prolongadas (a partir de 42 semanas).

É verdade que existe medo nos profissionais de saúde e nas próprias mulheres quando o assunto é gestação prolongada, e os maiores medos são a presença de mecônio, insuficiência placentária, “sofrimento fetal”, entre outros…, porém, se a mulher está bem acompanhada por um profissional capacitado, não existe razão para temer! Existe a possibilidade de uma indução do trabalho de parto a partir de 41/42 semanas, e isso deve ser avaliado caso a caso juntamente com a equipe que lhe assiste. O que alguns estudos publicados pela Biblioteca Cochrane mostram é que seriam necessárias muitas induções de trabalho de parto para prevenir algum desfecho ruim para mãe e bebê, portanto a única pessoa que pode definir o momento da indução do trabalho de parto em uma gestação prolongada deveria ser a mulher, desde que a mesma tenha conhecimento de todos os riscos e benefícios, e caso a mulher opte por aguardar o processo espontâneo do trabalho de parto, essa decisão deve ser respeitada, e a monitorização fetal (avaliar o bebe através de cardiotocografia, por exemplo) deve ser constante.

Ah, mas você deve estar se perguntando sobre a grande questão que enfrentamos em nosso país que é o agendamento de cesáreas apenas porque a gestação chegou em 40 semanas não é mesmo? Sim, aqui no Brasil quando as 40 semanas chegam é sinônimo de nascer, porém existe um grande erro em pensar que ao chegar nessa idade gestacional você atingiu o tempo certo de gestação e esse bebe já pode nascer, a questão é que, para calcular a idade gestacional, ou seja as semanas de gestação que aquela mulher está, é necessário juntamente com o cálculo da última menstruação, a realização de ultrassonografia do primeiro trimestre da gestação, porém muitas mulheres e muitos médicos utilizam ultrassonografias mais tardias para o cálculo da idade gestacional e como o ultrassom utiliza medidas do feto para esse cálculo e portanto não é uma ciência exata, a probabilidade de termos um erro de data (geralmente para mais do que aquele bebe realmente tem) é enorme, e como eu disse anteriormente, é praticamente impossível saber o momento exato da fecundação e portanto não sabemos exatamente a idade gestacional daquele bebê, tudo é uma grande estimativa, e assim vemos frequentemente bebês que nascem “ cansadinhos”, simplesmente porque não era o momento certo de eles nascerem, Por isso vale lembrar que a única forma de sabermos que um bebê está pronto para nascer é o início espontâneo do trabalho de parto, que permite através dos hormônios e outros fatores do corpo da mulher e do feto, que o nascimento aconteça no tempo certo para esse novo ser. Então, vamos ficar mais tranquilos, bebês não tem prazo de validade, e se existe uma boa equipe acompanhando essa gestação, vamos deixar que no tempo certo e da melhor maneira mãe e bebe nasçam!

Parto: até quando é seguro esperar o bebê querer nascer

Você entrou na 40ª semana de gestação e nem sinal de o bebê querer nascer. Veja como lidar com a ansiedade e até quando você pode esperar pelo parto normal
Nas últimas semanas da gravidez, as futuras mães estão mergulhadas em um mar de emoções: medo, ansiedade, expectativa, alegria. E, principalmente, cansaço. Já há alguns meses, você não tem posição para dormir e sente dores nas costas. Mas o que fazer se seu filho não quer sair do quentinho do útero? E, principalmente, até quando é seguro ele ficar ali?

Para responder a essas perguntas, primeiro é preciso entender o tempo de uma gestação normal. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a data provável do parto (DPP) é calculada para 40 semanas após o primeiro dia da última menstruação. Um bebê que nasce antes de 37 semanas é considerado prematuro e, após a 42a, pós-termo. Nos dois casos, os riscos de complicações aumentam muito. Mas, a partir da 40ª semana e um dia, os cuidados e o acompanhamento médico devem ser redobrados. “A placenta envelhece e a troca de oxigênio e nutrientes entre mãe e filho piora, o que pode causar até o óbito do bebê”, diz Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Para evitar esse risco, a gestante deve ser submetida a exames como cardiotocografia e ultrassom a cada três dias, que vão avaliar o feto e o líquido amniótico.


Esperar ou não?
Depois de 40 semanas completas, vale a pena postergar o nascimento? Para Daniel Rolnik, obstetra do Hospital das Clínicas, em São Paulo, a vantagem em esperar, para gestantes de baixo risco, é o aumento das chances de entrar em trabalho de parto naturalmente, o que envolve menos problemas do que fazer um parto normal induzido ou uma cesárea. Ainda assim, a grávida pode ter que se submeter à cirurgia mesmo depois de dias de espera. Além disso, vale lembrar que, apesar de todo o aparato tecnológico, quanto mais a gestação se estende, mas difícil é obter resultados claros que assegurem a saúde do bebê.

É por essas e outras que muitos médicos preferem não pagar para ver. “A resolução final depende do casal, das condições físicas e emocionais da mãe e do bem-estar da criança. Dá para aguardar até 42 semanas, mas, se a medicina já sabe do aumento do risco, vale a pena?”, pondera Sandra Maria Alexandre, professora adjunta do Departamento Obstetrício da Unifesp, em São Paulo.

O mecônio é um dos sinais de que o parto está passando da hora. Isso porque a falta ou a diminuição de oxigênio quando a placenta envelhece faz com que o corpo do bebê relaxe e libere o cocô. O perigo não está na “sujeira”, já que o pequeno intestino é estéril. Mas o mecônio pode ser aspirado e, como é espesso e seco, pode grudar na traqueia e dificultar a respiração.

Contra o calendário
Para quem tem uma gravidez normal e decide esperar a DPP, a dica é controlar a ansiedade. Nem sempre é fácil, mas é possível. Que tal deixar detalhes das lembrancinhas de maternidade para organizar nos últimos dias? E aproveite para ler aquele livro que está há tempos esperando você na cabeceira. Também é importante uma relação de segurança e confiança com o obstetra. Foi o que aconteceu com Luciana Auler, 40 anos. “Com 41 semanas, fui ao hospital para o exame de toque para descolar as membranas. Fiquei muito tempo em trabalho de parto, tentei de tudo para ser normal, mas fiz uma cesárea dois dias depois.”

A consultora de imagem Milena Codato, 34 anos, também decidiu ser paciente quando engravidou de Aurora. “Ao chegar à 40ª semana, ela estava encaixada, o líquido amniótico estava normal, mas o colo estava fechado. Resolvemos esperar”, lembra. A médica então lhe entregou um aparelho de cardiotoco, para que ela mesma checasse os batimentos do bebê, e as consultas se tornaram quase diárias. “Com 41 semanas e cinco dias, minha filha nasceu, de cócoras.” Com acompanhamento adequado, como o de Milena, é possível esperar. Basta seguir as orientações médicas e se sentir segura para isso.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Como dar remédio ao filho que não quer cooperar

                      Dicas para dar remédio quando o seu filho não quer tomar
Às vezes é inevitável: você vai ter que dar remédio ao filho, ele queira ou não. E esse momento não pode ser mais tenso que o necessário, devendo-se evitar fazer associações negativas. Mas como fazer essa mágica, quando a criança não tem a menor intenção de cooperar?

Cada um tem sua técnica especial, mas parece que há um consenso entre todos: não dar remédio à força, nunca. Com jeitinho, muita conversa e criatividade, sempre se encontra uma forma interessante de fazer a criança não apenas aceitar o remédio, como até pedir mais.
Seringa, copinho ou colher?

Se seu pequeno dá trabalho para tomar remédio, provavelmente não será uma boa ideia usar a colher ou copinho medidor. Já a seringa de remédio resolve o problema rapidinho, sem risco de derramar, como ocorre com as outras duas formas. Fica também mais fácil de acertar a quantidade, além de não ter desperdício.

Forma de colocar o remédio
Sabia que existe uma forma específica de dar remédio para crianças, sem que ela cuspa ou se sinta incomodada? Pois aprenda essa técnica maravilhosa, que pode mudar totalmente a forma como o remédio é visto em sua casa.

Ao invés de dar em copos ou colheres, utilize a seringa no cantinho da boca. Quando o líquido não entra em contato com a região central da língua, maiores as chances de que a criança beba o remédio.

Trabalho em equipe
Faça com que a criança te ajude a colocar o remédio, reconhecer qual é o frasquinho e até mesmo a pressionar a seringa para beber. Muitos elogios devem acompanhar esse processo, desde o agito do frasco até a maravilhosa hora da entrega, quando é a hora exata de dar remédio ao filho.

Músicas sobre o tema
Existem músicas infantis que estimulam uma boa alimentação, tomar banho direito, escovar os dentes e muitas outras tarefas do dia a dia. Existe uma cujo objetivo é “explicar para as crianças que tomar remédio, vacina ou injeção, apesar de, às vezes, ser desagradável ou doloroso, é importante para a saúde”.

Dar algo depois
Converse com a criança e ofereça, em seguida, um copo de água, suco, leite ou até mesmo seu sorvete favorito, sendo assim um bom motivo para se esforçar cada vez mais. Normalmente, funciona muito bem, desde que adaptado ao modo de vida de cada família, bem como do gosto pessoal da criança.

O que é essencial é não obrigar a criança a tomar o remédio “na marra”, gerando mais estresse do que a própria doença pode causar. A hora de tomar remédio é para ser de tranquilidade, ficando livre com o tempo disponível para aproveitarem juntos, ao invés de ficarem brigando por causa do remédio.

Atenção à técnica de misturar o remédio a algum outro alimento, para tapear a criança. Isso pode não funcionar, diminuir a eficácia do medicamento e ainda por cima fazer com que a criança passe a ter antipatia por determinado alimento.